Pular para o conteúdo
Prevenção e bem-estar

Cuidados com pets idosos: o que muda na terceira idade

Assim como acontece com a gente, o corpo do pet muda com o passar dos anos. O que era rotina numa fase mais jovem, como pular no sofá sem pensar duas vezes ou comer qualquer coisa sem problema, pode não ser mais tão simples assim. Reconhecer essas mudanças ajuda o tutor a ajustar os cuidados na medida certa.

Por que a idade varia entre os pets

Não existe uma idade exata que sirva de regra pra todo pet. De forma bem aproximada, cães de porte grande costumam ser considerados idosos a partir dos 6 a 7 anos, enquanto cães pequenos costumam entrar nessa fase mais tarde, por volta dos 9 a 10 anos. Gatos, de forma geral, costumam ser considerados idosos a partir dos 10 a 11 anos. Essas faixas são só uma referência, cada pet envelhece no seu ritmo, e o mais importante é observar as mudanças que começam a aparecer, não travar numa idade exata no calendário.

O que costuma mudar

  • Menos disposição pra brincadeiras e passeios mais longos
  • Mais tempo dormindo
  • Dificuldade em subir escadas ou pular em móveis
  • Mudança no apetite
  • Pelo mais opaco ou perda de brilho
  • Maior sensibilidade a temperaturas extremas
  • Perda de massa muscular, mesmo sem grande mudança no peso
  • Mudanças cognitivas, como desorientação ou confusão em ambientes conhecidos
  • Diminuição da audição
  • Sinais sutis de dor, que exigem atenção redobrada (veja também o artigo sobre sinais de dor em gatos, muitos pontos valem pra cães também)

Importante: mudança de comportamento em pet idoso não deve ser automaticamente tratada como “coisa da idade”. Muitas dessas mudanças têm causa identificável e tratável, por isso vale investigar, não só aceitar como normal.

Cuidados que costumam ganhar mais importância

Alguns pontos merecem atenção redobrada na terceira idade:

  • Alimentação: as necessidades nutricionais mudam com a idade, e um acompanhamento voltado pra nutrição do pet ajuda a ajustar a dieta pra essa nova fase.
  • Função renal: pets idosos têm mais risco relacionado aos rins, o que conecta com os sinais já descritos no artigo sobre nefrologia veterinária.
  • Mobilidade: dificuldade de locomoção pode se beneficiar de acompanhamento com fisioterapia, dependendo do caso.
  • Visão: mudanças na visão são comuns com a idade, vale ficar atento aos sinais descritos no artigo sobre problemas oculares em pets.
  • Saúde bucal: problema dentário costuma se acumular com o tempo, veja o artigo sobre odontologia veterinária pra sinais de alerta.
  • Controle de dor: dor crônica, como a de origem articular, muitas vezes passa despercebida em pets idosos e merece atenção específica.

Ajustes simples em casa

Pequenas mudanças no ambiente ajudam bastante nessa fase: rampas ou degraus de acesso a locais que o pet gosta de frequentar, comedouros mais altos pra reduzir esforço no pescoço, caixa de areia com borda mais baixa pra gatos com dificuldade de mobilidade, e piso antiderrapante em áreas de passagem.

Exames periódicos ganham ainda mais valor

Com o corpo passando por mais mudanças, o acompanhamento veterinário regular ajuda a identificar alterações antes que evoluam. O que antes podia ser uma consulta anual, na terceira idade costuma se tornar mais frequente, justamente pra dar suporte a essa fase com mais atenção.

Seu pet está entrando na terceira idade e você tem dúvidas sobre os cuidados? Fale com a equipe do HVJR pelo WhatsApp.

Falar com a equipe do Hospital Veterinário Jerônimo Ribeiro pelo WhatsApp

Qualidade de vida em primeiro lugar

Envelhecer faz parte da vida de qualquer ser vivo, e o objetivo do cuidado nessa fase é dar ao pet o maior conforto possível dentro de cada mudança que aparece. Pequenos ajustes na rotina, como uma caminha mais confortável ou rampas de acesso em casa, também contribuem bastante no dia a dia.

Fale com a equipe do HVJR para receber orientações sobre os cuidados do seu pet.

Falar com a equipe do Hospital Veterinário Jerônimo Ribeiro pelo WhatsApp

Veja também: Cardiologia Veterinária e Nefrologia Veterinária e Oncologia Veterinária.

Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação de um médico-veterinário.

Leia também

Emergência